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Exposição “Bem-Vinda Sejas, Amália” em Coruche

O Município de Coruche acolhe, de 4 de setembro a 3 de outubro de 2021, na Galeria do Mercado Municipal, a exposição "Bem-Vinda Sejas, Amália", produzida pela Fundação Amália Rodrigues para as celebrações do centenário do nascimento de uma das mais importantes figuras da cultura portuguesa. A exposição dá a conhecer a excecionalidade de Amália Rodrigues enquanto mulher e artista cosmopolita e sensível – da diva das atuações inebriantes nos mais importantes palcos mundiais à simplicidade da lisboeta bairrista, no campo, a colher flores silvestres. Organizada em quatro módulos que dão a conhecer as facetas de uma Amália impossível de apresentar senão pela própria, a exposição traz a fadista aos coruchenses como se de uma tournée se tratasse, exprimindo o que a organização crê que seria a vontade da grande protagonista.

Dos ecos do sucesso mundial, que nem sempre chegaram a Portugal pelo vanguardismo e arrojo da artista, ao recato do camarim, a exposição “Bem-Vinda Sejas, Amália” não enjeita curiosidades menos divulgadas da carreira da fadista. O título “Bem-Vinda Sejas, Amália” é, aliás, uma alusão à forma carinhosa como foi recebida pelos militares portugueses em Moçambique, em 1969, quando cantou para os feridos de guerra. A frase, então escrita num cartaz, registada pela RTP para a posteridade, foi sendo replicada noutros momentos e noutros contextos, nomeadamente nas suas inúmeras digressões pelo País e pelo estrangeiro.

A vida da aclamada Diva do Fado é aqui mostrada nas suas diversas facetas, celebrada em quatro módulos expositivos:

  • Módulo “Amália Global” - Amália nos palcos do mundo representada por excertos de recortes da Imprensa mundial e 24 fotografias impressas em tecido;

  • Módulo “Amália em Privado” - Amália em situações comuns do quotidiano, afastada dos palcos. Composto por três esculturas sob a forma de caixa aberta onde, nas faces, podem ver-se impressas fotografias a preto e branco de Amália em privado e manuscritos dos seus poemas;

  • Módulo “Amália no Camarim” - Amália no seu processo catártico de transfiguração e encarnação da Amália artista, em que são reconstituídos e encenados os bastidores de salas míticas como Olympia, Hollywood Bowl e Lincoln Center. Conceptualmente, traduz-se num biombo espelhado, constituído por sete volantes onde podemos identificar objetos que Amália levava para as atuações e onde o próprio visitante pode ver-se refletido, assumindo personagens do imaginário coletivo;

  • Módulo “Amália Ela Mesma” - Amália através de registos audiovisuais que reiteram a genialidade do seu brilhantismo, a sua argúcia, o espírito de quem, para lá de mares e oceanos, levou Portugal e a Língua Portuguesa a todo o mundo, elevando-a, tal como elevou o Fado, a Património Imaterial da Humanidade. Este módulo é materializado através de imagens de arquivo de Amália e dos poetas que cantou.

De entrada livre, a exposição está incluída no programa nacional de Comemorações do Centenário do Nascimento de Amália, que conta com o Alto Patrocínio do Presidente da República, existindo a possibilidade de agendamento de workshops e visitas guiadas.

Horário de visitação: 10h/12h30 – 14h/18h30